O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi liberado para iniciar a fase ativa da fisioterapia no ombro direito, cerca de um mês após passar por cirurgia na região. Relatórios médicos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) apontam que ele ainda apresenta limitações significativas de movimento, rigidez articular e restrições de mobilidade na área da cicatriz cirúrgica.

De acordo com avaliação assinada pelo fisioterapeuta Kleber Antônio Caiado de Freitas e pelo ortopedista Alexandre Firmino, Bolsonaro segue consciente, orientado e colaborativo, mas está autorizado a realizar apenas uma sessão semanal de fisioterapia, voltada exclusivamente para mobilizações passivas do ombro.

Em outro relatório encaminhado ao STF, o cardiologista Brasil Ramos Caiado informou que o ex-presidente não relatou dores relevantes no local da cirurgia, mas continua enfrentando episódios de refluxo gastroesofágico e soluços recorrentes. Por causa do quadro, foram mantidos medicamentos específicos em doses elevadas e uma dieta com baixo teor de acidez.

Os documentos também indicam que Bolsonaro iniciou exercícios aeróbicos leves e progressivos, mantém a pressão arterial controlada e segue sob cuidados devido à instabilidade crônica do equilíbrio corporal, condição que exige medidas preventivas para evitar quedas.

Condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana.