O tribunal italiano concluiu nesta terça-feira (10) a audiência referente à extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, solicitada pelo Brasil por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O julgamento já havia sido adiado duas vezes, em dezembro e janeiro, para que a corte pudesse analisar a documentação apresentada.

Defesa alega parcialidade e pede substituição de juízes

A defesa de Zambelli apresentou um pedido para que os juízes responsáveis pelo caso fossem substituídos, alegando parcialidade. No entanto, a Justiça italiana negou a solicitação.

Condenações e cassação do mandato

Desde que deixou o país, Carla Zambelli foi condenada novamente pelo STF. As condenações são pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, decorrentes do episódio em que perseguiu um homem armada pelas ruas de São Paulo em outubro de 2022. Em razão dessas condenações, seu mandato parlamentar foi cassado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, seguindo determinação do STF, mesmo após o plenário da Casa ter aprovado a manutenção do mandato. O STF considerou que a pena em regime inicial fechado é incompatível com o exercício do mandato.

Garantias sobre cumprimento de pena no Brasil

Ao solicitar a extradição, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos casos no STF, assegurou que o presídio brasileiro onde as penas seriam cumpridas possui padrões adequados de salubridade, segurança e assistência às detentas, além de oferecer atendimento médico e cursos técnicos. Moraes também informou que a penitenciária em questão nunca registrou rebeliões.

Com informações da Agência Brasil