A Justiça do Amazonas negou o pedido de prisão preventiva da cabo da Polícia Militar Gizele Santos de Brito, investigada pela morte de Luiz Henrique Oliveira do Nascimento e pela tentativa de homicídio contra Andreisson Pereira Mendonça, em um bar no bairro Alvorada 2, zona oeste de Manaus.

A decisão foi assinada em 30 de outubro pelo juiz Fábio César Olintho de Souza, da 1ª Vara do Tribunal do Júri. Apesar dos pareceres favoráveis da Polícia Civil e do Ministério Público, o magistrado entendeu que não havia elementos suficientes para justificar a manutenção da prisão.

O juiz considerou que não foram demonstrados riscos concretos de fuga, destruição de provas ou intimidação de testemunhas. Também destacou que a investigada compareceu voluntariamente à delegacia e que a gravidade do crime, por si só, não justifica a prisão preventiva.

Após a decisão, familiares de Luiz Henrique divulgaram uma nota de indignação e cobraram Justiça. Eles questionaram a possibilidade de a policial deixar a prisão com o fim do prazo da detenção temporária.

A família afirmou que a decisão causa insegurança e revolta diante da morte do jovem e da tentativa de homicídio contra a outra vítima. Também pediu uma resposta das autoridades sobre o caso.