
A realização do júri popular envolvendo o empresário e ex-apresentador Alex Braga voltou a ser adiada e provocou nova reação de familiares da vítima e de pessoas que acompanham o caso no Amazonas. Ele é acusado pelo Ministério Público de crimes como estupro, aborto sem consentimento da gestante e violência psicológica.
Segundo familiares, a sucessão de adiamentos prolonga o sofrimento e reforça a sensação de impunidade. Pessoas próximas ao caso também relatam que estratégias da defesa e sucessivos pedidos apresentados no processo estariam contribuindo para a demora na realização do júri.
“Queremos justiça. Cada adiamento é mais dor para a família”, afirmou uma pessoa ligada à vítima.
O processo teve início após denúncia do Ministério Público, que aponta que a vítima teria sido abusada sexualmente e posteriormente pressionada a interromper uma gravidez resultante do crime. A Justiça do Amazonas determinou que o caso seja levado a júri popular, entendendo haver indícios suficientes para julgamento pelos jurados, sem que isso represente condenação.
Enquanto o julgamento não ocorre, cresce a cobrança por celeridade e por uma resposta do Judiciário. Nas redes sociais, manifestações pedem que o caso não caia no esquecimento diante da gravidade das acusações.
Bruna Aguiar Holguim, apontada como vítima, tinha 30 anos à época da denúncia do Ministério Público. Segundo a investigação, ela teria sido ameaçada e coagida durante a ocorrência, além de relatar posteriormente episódios de perseguição, crises de ansiedade e sintomas de estresse pós-traumático.
O Ministério Público sustenta a acusação com base em laudos, exames, áudios e depoimentos reunidos no processo. A defesa de Alex Braga nega as acusações e afirma que ele seria alvo de perseguição política.







