Amazonas – Aparentemente descontrolado por não ser ouvido por colegas no Parlamento e por correligionários, o deputado estadual do Amazonas, Wilker Barreto (Podemos), quer protestos nas ruas de Manaus em plena pandemia do novo coronavírus.

Oposicionista ao governo do Estado, o deputado amazonense pede para a população ir às ruas para pedir o impeachment do governador Wilson Lima (PSC). Manaus é a nona cidade do País com o maior número de mortes geradas pelas aglomerações e por conta da falta de planejamento hospitalar das últimas gestões governamentais. Barreto é aliado do governador que mais esteve no cargo no Amazonas, Amazonino Mendes (Podemos).

No ano passado, o parlamentar foi candidato a vice-prefeito de Manaus na chapa de Amazonino. O ex-governador, também, perdeu as eleições de 2018 para o governador Wilson Lima. Desde então, o grupo político, que inclui o deputado estadual Dermilson Chagas, mostra-se resistente aos resultados das urnas.

Nas últimas sessões plenárias, Wilker também tem afrontado o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputado Roberto Cidade (PV), que assumiu o comando da Casa legislativa neste ano. Ele quer que Cidade aprove a tramitação de pedido de impeachment a todo custo. O mesmo faz o parceiro de Wilker, Dermilson, também do Podemos.

‘Politicagem’ e ações

Em 2020, a assembleia arquivou pedido de impeachment contra o governador do Amazonas por maioria absoluta de votos. Os pedidos protocolados na Aleam desde então têm praticamente o mesmo teor, com acusações subjetivas, que não se sustentam na narrativa dos fatos.

A realidade tem deixado a oposição ao governo com descontrole nas sessões plenárias e também tem apoiado manifestos de categorias nas últimas semanas com aglomeração de pessoas.Tocador de vídeo00:0000:47

Por outro lado, o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Amazonas apresentou aumento de 67,5% entre dezembro de 2018, quando o ex-governador Amazonino Mendes encerrou o seu mandato ‘tampão’, e fevereiro de 2021, na gestão de Lima.

A quantidade de leitos passou de 537 para 900, um incremento de 363 na oferta de tratamento especializado. Os dados constam no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), administrado pela Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde (MS).

O CNES do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS) aponta que, dos leitos de UTI existentes no sistema, 332 são destinados ao tratamento de Síndromes Respiratórias Agudas Graves/Covid-19, sendo 319 deles para a hospitalização de adultos e 13, pediátricos. O sistema é volátil e a atualização parte das próprias unidades de saúde.

Dados sobre o número de leitos no Amazonas (CNES)

A ampliação no número de leitos passou a ser mais dinâmica em 2019 com a ativação das enfermarias e da UTI do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, situado na zona Norte de Manaus, e que em 2020 tornou-se referência no tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19 e hoje atua com sua capacidade máxima de atendimento.

O número geral de leitos, incluindo os cirúrgicos e complementares, somava 6.700 na gestão anterior. Na atual, alcançou a marca de 7.299, um acréscimo de 8,9%.

Os leitos complementares são aqueles destinados a pacientes que necessitam de assistência especializada, exigindo características especiais, tais como: unidades de isolamento, isolamento reverso e as unidades de tratamento intensiva e semi-intensiva.

Rede de assistência

Entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, há 1.643 pacientes internados, sendo 1.024 em leitos (217 na rede privada e 807 na rede pública), 562 em UTI (233 na rede privada e 329 na rede pública).

Pelos dados públicos, 57 pacientes estão em sala vermelha, estrutura voltada à assistência temporária para estabilização de pacientes críticos/graves para posterior encaminhamento a outros pontos da rede de atenção à saúde.

Há ainda outros 310 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 211 estão em leitos clínicos (60 na rede privada e 151 na rede pública), 76 estão em UTI (47 na rede privada e 29 na rede pública) e 23 em sala vermelha.

Fonte: Revista Cenarium

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