Twitter também suspende conta em que Sara Winter divulgou dados de menina estuprada

Perfil no Youtube também foi suspenso. Ministério Público entrou com ação de dano moral coletivo, pedindo que a bolsonarista pague R$ 1,3 milhão por expor dados da criança que passou por procedimento de aborto
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Brasil – A bolsonarista Sara “Winter” Geromini teve, mais uma vez, seu perfil derrubado pelo Twitter por violar as regras da rede. Na noite desta quarta-feira (19), a conta onde a extremista divulgou o nome da menina de 10 anos vítima de estupro pelo tio e o local onde a criança passaria por um processo abortivo foi suspensa.

Ex-funcionária do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, de Damares Alves, Sara Geromini já havia tido seu perfil no Youtube suspenso.

Nesta quarta, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) entrou na Justiça contra Sara Winter pela exposição da menina, que é crime. A Ação Civil Pública (ACP) pede que ela seja condenada a pagar R$ 1,3 milhão a título de dano moral coletivo — o dinheiro, em caso de condenação, será revertido ao Fundo de Direitos da Criança e do Adolescente de São Mateus (ES).

“No vídeo veiculado, que obteve aproximadamente 66 mil visualizações, a requerida expõe a criança e a família dela e conclama os seguidores a se manifestarem, em frontal ofensa à legislação protetiva da criança e do adolescente”, afirma, em nota, o MPES.

A revelação dos dados teve como consequência uma manifestação em frente ao hospital pernambucano onde foi realizado o aborto legal, quando a família da criança e os profissionais de saúde foram hostilizados. “Essa conduta, conforme a ACP, está incluída em uma estratégia midiática de viés político-sensacionalista, que expõe a triste condição da criança de apenas 10 anos de idade”, salienta o MP.

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