As Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram nesta segunda-feira (6) a morte de Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã. Segundo o exército israelense, Khademi era um dos comandantes mais graduados da força e atuava na coleta de inteligência para formular avaliações estratégicas e fornecer informações à alta liderança do regime iraniano. A morte foi confirmada também pela mídia estatal iraniana, que não forneceu detalhes adicionais.

A IDF afirmou ainda que Khademi trabalhava para promover ataques terroristas ao redor do mundo e era responsável por monitorar civis iranianos como parte da repressão do regime aos protestos internos. Ataques contra cidades no Irã mataram mais de 25 pessoas entre domingo (5) e esta segunda-feira. Em Haifa, no norte de Israel, duas pessoas foram encontradas mortas e outras duas seguiam desaparecidas sob escombros, um dia após um ataque iraniano à cidade.

No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom e ameaçou atingir a infraestrutura crítica do Irã caso o governo não reabra o Estreito de Ormuz até terça-feira (7). Trump reforçou a ameaça em publicação nas redes sociais, afirmando que terça-feira será o “Dia da Usina e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã”.

O episódio representa mais um capítulo da escalada de tensões entre Israel, Irã e Estados Unidos, com o conflito se aprofundando em múltiplas frentes e sem sinais de recuo por parte dos envolvidos.