Recorde de baixa desocupação

Dezenove estados brasileiros e o Distrito Federal (DF) alcançaram em 2025 a menor taxa de desemprego já registrada desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o Brasil como um todo, a taxa de desemprego encerrou 2025 em 5,6%, o menor índice da série histórica. A pesquisa considera pessoas com 14 anos ou mais e abrange todas as formas de ocupação.

Mínimas históricas por estado

Diversas unidades da federação atingiram seus menores índices de desocupação:

  • Mato Grosso: 2,2%
  • Santa Catarina: 2,3%
  • Mato Grosso do Sul: 3%
  • Espírito Santo: 3,3%
  • Paraná: 3,6%
  • Rio Grande do Sul: 4%
  • Minas Gerais: 4,6%
  • Goiás: 4,6%
  • Tocantins: 4,7%
  • São Paulo: 5%

Outros estados também registraram baixas significativas, como Paraíba (6%), Ceará (6,5%), Pará (6,8%) e Maranhão (6,8%). O Distrito Federal fechou o ano com 7,5% de desocupação.

Rondônia e Amazonas em destaque

Apesar de não ter apresentado queda na taxa de desemprego em 2025, Rondônia registrou 3,3%, o quarto menor índice do país. O recorde de mínima do estado era de 3,1% em 2023. O Amazonas foi o único entre os que atingiram as menores taxas a repetir o índice de 8,4% registrado em 2024.

Informalidade e rendimento

A informalidade no mercado de trabalho atingiu 38,1% em 2025, com 18 estados acima dessa média, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A pesquisa do IBGE aponta que o DF e oito estados apresentaram rendimento mensal do trabalhador acima da média nacional (R$ 3.560).

O Distrito Federal lidera o ranking de rendimento com R$ 6.320, impulsionado pela presença de funcionários públicos. São Paulo (R$ 4.190), Rio de Janeiro (R$ 4.177) e Santa Catarina (R$ 4.091) também se destacam.

O analista da pesquisa, William Kratochwill, atribui a mínima histórica em 2025 ao “dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real”.

Com informações da Agência Brasil