Brasília - Ministro Alexandre de Moraes durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se parlamentares podem ser afastados do mandato (Rosinei Coutinho/SCO/STF)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Receita Federal investigue se houve quebra de sigilo de dados envolvendo os dez ministros da Corte e cerca de 100 familiares, incluindo pais, filhos, irmãos e cônjuges. A medida, segundo informações publicadas pela Folha de São Paulo neste domingo (15), foi solicitada no âmbito do inquérito das Fake News, aberto em 2019 para apurar ataques contra integrantes do STF.

A apuração envolve cerca de 80 sistemas da Receita Federal e a realização de aproximadamente 8 mil procedimentos de checagem, segundo fontes ouvidas pelo jornal sob condição de anonimato. Os relatórios já concluídos estão sendo encaminhados diretamente ao gabinete de Moraes.

O pedido foi motivado por suspeitas de possíveis vazamentos de informações fiscais e bancárias, após a crise desencadeada pela quebra e liquidação do Banco Master. A Polícia Federal havia entregado ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que levou o ministro Dias Toffoli a perder a relatoria do caso, aumentando desconfianças sobre a divulgação de dados protegidos por sigilo.
O pedido foi motivado por suspeitas de possíveis vazamentos de informações fiscais e bancárias, após a crise desencadeada pela quebra e liquidação do Banco Master. A Polícia Federal havia entregado ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório que levou o ministro Dias Toffoli a perder a relatoria do caso, aumentando desconfianças sobre a divulgação de dados protegidos por sigilo.
Fontes próximas às investigações relataram que o pedido de Moraes foi feito em janeiro, após surgirem informações que apontavam supostas ligações de familiares dele e de Toffoli com o Banco Master, envolvido em investigações de fraudes pela Polícia Federal em diferentes estados.
Até o momento, a PF não participa da apuração sobre o possível vazamento, e ministros do STF discutem a possibilidade de investigar condutas da própria Receita e da Polícia Federal dentro da Corte.