
A Polícia Federal submeteu o celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a uma ferramenta especializada de quebra de criptografia no âmbito das investigações em andamento.
As informações extraídas do aparelho estão em fase de compilação e devem ser compartilhadas com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com a Procuradoria-Geral da República (PGR) nos próximos dias. Durante depoimento, o banqueiro se recusou a fornecer a senha de um iPhone de última geração apreendido pela PF.
Segundo relatos, o dispositivo possuía uma camada adicional de proteção, o que exigiu o uso de softwares avançados da própria Polícia Federal, capazes inclusive de recuperar dados apagados. Recentemente, a corporação adquiriu novas ferramentas voltadas à quebra de criptografia em modelos mais modernos de celulares.
O ministro Dias Toffoli, do STF, deve autorizar o compartilhamento do conteúdo extraído com a CPMI do INSS. Daniel Vorcaro, inclusive, está previsto para prestar depoimento ao colegiado parlamentar no dia 26, após o feriado de carnaval. A defesa do empresário informou que pretende restringir o escopo das respostas durante a oitiva.
Além de possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master, a Polícia Federal investiga se Vorcaro teria pressionado autoridades para evitar a liquidação da instituição financeira.







