A Polícia Civil do Distrito Federal identificou os três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento na morte de três pacientes internados no Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os nomes foram confirmados também pelo Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren) e divulgados pela TV Globo.

Os investigados são Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos.

Segundo as investigações, Marcos Vinícius é apontado como o principal responsável pelos crimes. Ele confessou em depoimento à Polícia Civil na terça-feira (20). Marcela Camilly também admitiu participação. Amanda Rodrigues nega envolvimento direto nas mortes, mas é investigada por ter dado apoio às ações criminosas.

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos respondem por homicídio qualificado. Pela morte de Miranilde Pereira da Silva, os três são investigados. Já nos casos de João Clemente Pereira e Marcos Raymundo Fernandes Moreira, o técnico e uma das técnicas são apontados como responsáveis.

As apurações indicam que Marcos Vinícius teria aplicado doses elevadas de medicamentos nos pacientes, utilizando os produtos de forma letal. Em um dos casos, a polícia afirma que também houve aplicação de desinfetante na veia da vítima. As duas técnicas são acusadas de participar de dois dos três crimes, oferecendo cobertura ao colega.

O delegado Wisllei Salomão, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (CHPP), informou que o técnico chegou a negar os crimes durante interrogatório, mas confessou após ser confrontado com imagens do circuito interno de segurança do hospital. A técnica de 22 anos também negou inicialmente, mas mudou a versão após assistir aos vídeos e declarou arrependimento por não ter impedido a ação.

Ainda conforme a Polícia Civil, o técnico atuava há cerca de cinco anos na área da enfermagem. Após a abertura de investigação interna, o Hospital Anchieta demitiu os três envolvidos. Marcos Vinícius já trabalhava em outra unidade de saúde, em uma UTI pediátrica de um hospital particular de Taguatinga.

A investigação segue em andamento para apurar se há outras possíveis vítimas, tanto no Hospital Anchieta quanto em outras unidades onde o técnico tenha atuado.