No último sábado (17), o ex-deputado federal Jean Wyllys publicou uma retratação pública dirigida aos integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), em cumprimento a decisão da Justiça de São Paulo.

A retratação foi determinada pela 43ª Vara Cível da capital paulista, após o MBL processar Wyllys por uma publicação nas redes sociais. No texto divulgado na plataforma X, o ex-parlamentar reconhece que divulgou informações falsas e que não pode acusar membros do movimento de cometer crimes.

“Eu, Jean Wyllys de Matos Santos, por força do processo nº 111241-16.2024.8.26.0100, que tramita perante a 43ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, promovida pelo Movimento Brasil Livre, venho apresentar minha RETRATAÇÃO PÚBLICA, informando que difundi informações falsas e não posso afirmar que qualquer membro do MBL tenha cometido qualquer crime, comprometendo-me a não mais fazê-lo, sob as penas da lei”, escreveu Wyllys.

O processo teve origem em uma publicação feita por Wyllys em defesa do deputado federal Glauber Braga, após um episódio de agressão envolvendo um integrante do MBL nas dependências da Câmara, em abril de 2024. Na ocasião, o ex-deputado fez uma série de acusações contra o movimento, usando termos ofensivos e associando seus integrantes a práticas criminosas.

“Alguém tem que botar limites nesses vigaristas, ladrões, assediadores de mulheres, predadores sexuais, nazistas e mentirosos doentios. Todos devemos dar um basta nessa canalha! Ela avança porque conta com nossa paciência e decência. Mas tudo tem limite!”, dizia a postagem.

A Justiça considerou que Wyllys havia extrapolado nos comentários e deu razão ao MBL. Ele recorreu da decisão, mas foi derrotado na segunda instância, que manteve tanto a obrigação de retratação pública quanto a negativa ao pedido de indenização por danos morais.

Apesar de cumprir a decisão judicial, Wyllys voltou a criticar membros do MBL no mesmo dia da retratação. Em nova publicação, mencionou episódios envolvendo o grupo, como a cassação do ex-deputado estadual Arthur do Val e declarações do deputado Kim Kataguiri sobre a Alemanha ter errado ao criminalizar o nazismo.

“Se o MBL e suas lideranças não puderem assumir as próprias mazelas e conviver com críticas públicas, talvez devam reconsiderar a vida política”, escreveu Wyllys.