As Forças Armadas da Venezuela divulgaram, nesta quarta-feira (17), uma nota em que reafirmam lealdade ao ditador Nicolás Maduro e dizem não se intimidar com as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O posicionamento ocorre um dia após o republicano anunciar o bloqueio de navios petroleiros sancionados que operam ao redor do país.

O comunicado é assinado pelo ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino López, e adota tom duro contra o governo norte-americano, com críticas diretas a Trump.

“As Forças Armadas Nacionais Bolivarianas rejeitam categoricamente as declarações delirantes feitas ontem pelo presidente dos EUA”, afirma a nota, ao citar as ameaças de ação militar e o que classifica como um “suposto bloqueio naval total” para confiscar navios que transportam petróleo venezuelano. Segundo o texto, a medida equivale a um ato de “pirataria descarada”.

No comunicado, os militares também rechaçam as acusações de que a Venezuela teria roubado petróleo, terras e outros bens, classificando-as como “fantasiosas e incoerentes”. Para as Forças Armadas, esse discurso sustenta uma narrativa “implausível” de combate ao narcoterrorismo, usada como justificativa para uma política agressiva contra Caracas.

Mais cedo, Nicolás Maduro afirmou que Trump tenta promover uma mudança de regime no país, mas declarou que a população e as Forças Armadas estariam unidas para impedir qualquer tentativa de removê-lo do poder.