O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, agradeceu publicamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo “empenho” na articulação que resultou na revogação das sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos contra ele e sua esposa, Viviane.

Durante o evento de lançamento do SBT News, em Osasco, na Grande São Paulo, Moraes afirmou que sempre acreditou que as medidas seriam revertidas assim que os fatos chegassem às autoridades norte-americanas. Segundo o ministro, ele chegou a pedir, ainda no meio do ano, que Lula não reagisse às sanções.

“Em meu nome e em nome da minha esposa, quero agradecer o empenho do presidente Lula. Eu acreditava que, quando a verdade chegasse às autoridades americanas, ela prevaleceria. Com o empenho do presidente, a verdade venceu”, afirmou.

“Vitória tripla”

Moraes classificou a retirada das sanções como uma “vitória tripla”. Para ele, o primeiro ponto é a vitória do Judiciário brasileiro, que, segundo disse, não cedeu a pressões ou ameaças externas e manteve sua atuação com independência.

O ministro também citou a defesa da soberania nacional, destacando que Lula, desde o início, rejeitou qualquer interferência estrangeira nos assuntos internos do país. Por fim, Moraes afirmou que o episódio representa uma vitória da democracia.

Lei Magnitsky

As sanções aplicadas pelos Estados Unidos tinham como base a Lei Magnitsky, que prevê punições econômicas a indivíduos acusados de violações de direitos humanos ou corrupção. Entre as medidas estão o congelamento de bens e contas em instituições ligadas ao sistema financeiro norte-americano.

A legislação foi criada após a morte do advogado russo Sergei Magnitsky, que denunciou um esquema de corrupção estatal e morreu sob custódia em Moscou, em 2009.