A Polícia Federal investiga o irmão do ex-prefeito de Borba, Simão Peixoto (MDB), no âmbito da Operação Fagulha, deflagrada nesta terça-feira (27). A identidade do familiar não foi divulgada.

A operação apura crimes ambientais relacionados a queimadas em área rural no Amazonas. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

De acordo com a PF, a investigação teve início após sistemas de monitoramento ambiental identificarem focos de calor. Os agentes também encontraram indícios de supressão de vegetação nativa, queimadas e possível exploração econômica das áreas atingidas.

Um dos alvos, ainda não identificado, foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e levado à Superintendência Regional da PF no Amazonas para os procedimentos cabíveis.

Depois que circularam informações de que Simão Peixoto teria sido preso na operação, o ex-prefeito desmentiu a informação em vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (27) e chamou a divulgação de “perseguição política”.

“Quero dizer que isso é uma perseguição política e também fake news. Estou aqui, ó, ao vivo e à cores, pessoal. Fique tranquilo, tá? A gente é ficha limpa”, afirmou.

Simão Peixoto já foi alvo de outras investigações ao longo da carreira política. Em março de 2023, foi preso preventivamente por ameaça, desacato, difamação e restrição aos direitos políticos em razão do sexo, contra a vereadora Tatiana Franco dos Santos.

Em maio do mesmo ano, o Gaeco deflagrou a “Operação Garrote” após encontrar indícios de uma organização criminosa liderada por Simão. A ação resultou na prisão dele, da então primeira-dama Aldine Mirella Souza e no cumprimento de mais de 80 mandados de busca e apreensão e outros nove de prisão.

Em julho de 2023, a Justiça Federal determinou a soltura de Simão. Em 9 de janeiro do ano seguinte, quando ainda era prefeito de Borba, ele foi novamente preso pela PF, suspeito de desviar recursos da merenda escolar durante a pandemia de Covid-19, em 2020. No dia 13 do mesmo mês, foi liberado por decisão da juíza federal Solange Salgado da Silva e pôde voltar ao cargo.