País perdeu terreno desde 2024, enquanto Argentina avançou 39 posições e Chile se manteve como líder regional; índice da Heritage Foundation avaliou 176 países.

O Brasil caiu 10 posições no ranking de liberdade econômica da Heritage Foundation entre 2024 e 2026, passando da 124ª para a 134ª colocação. A nota do país também recuou, de 53,2 para 52,4 pontos. Os dados fazem parte do Índice de Liberdade Econômica de 2026, que avaliou 176 países.

De acordo com a Heritage Foundation, a edição de 2026 considera informações econômicas e políticas, em geral, do segundo semestre de 2024 ao primeiro semestre de 2025. A nota varia de 0 a 100 pontos e a avaliação é feita em 12 componentes, agrupados em quatro categorias: Estado de Direito, tamanho do governo, eficiência regulatória e abertura de mercados. A nota final é a média simples dos 12 indicadores.

Trajetória brasileira

Desde 2019, o Brasil chegou a melhorar 16 posições, de 150º para 134º, mas perdeu 10 lugares nos dois últimos anos da série. O México teve trajetória semelhante: a nota caiu de 62,0 em 2024 para 59,8 em 2026, enquanto a posição passou de 68º para 92º. O país estava em 66º em 2019.

Argentina tem maior avanço

A Argentina foi o país com maior melhora na edição de 2026. A nota passou de 49,9 em 2024 para 57,4 em 2026. No mesmo intervalo, o país avançou da 145ª para a 106ª colocação. Desde 2019, a melhora foi de 42 posições, quando ocupava o 148º lugar.

O Paraguai também apresentou avanço relevante. Passou da 80ª posição em 2024 para a 55ª em 2026. A nota subiu de 60,1 para 66,4. O Chile foi de 21º para 17º e segue como o país latino-americano mais bem colocado.

Perdas na América do Sul

Uruguai, Peru e Colômbia perderam posições desde 2024. O Uruguai caiu da 27ª para a 32ª colocação, enquanto o Peru passou de 49º para 56º. A Colômbia foi de 84º para 91º.

Bolívia, Venezuela e Cuba permaneceram entre as economias com menor grau de liberdade. Em 2026, ocuparam, respectivamente, as posições 168ª, 174ª e 175ª. A Venezuela teve nota de 27,3 e Cuba, de 25,2.

Portugal supera Espanha

Portugal e Espanha aparecem acima dos principais países sul-americanos, com exceção do Chile. Portugal subiu da 29ª posição em 2024 para la 27ª em 2026 e alcançou nota de 71,2. A Espanha avançou de 55º para 53º, com 66,8 pontos.

No ranking geral, quatro países foram classificados como livres, com notas de 80 pontos ou mais. Outros 27 ficaram na categoria majoritariamente livres e 58, na faixa moderadamente livre. A média global foi de 59,9 pontos em 2026, ante 59,7 em 2025.

A Heritage Foundation relaciona níveis maiores de liberdade econômica a maior renda per capita e afirma que ambientes com maior liberdade favorecem crescimento, investimento e desenvolvimento. A instituição afirma que mudanças ocorridas depois de 30 de junho de 2025 não entram na edição de 2026.