MANAUS – O candidato ao Senado Capitão Alberto Neto (PL-AM) participou de um encontro promovido pela Associação Comercial do Amazonas (ACA) para debater pautas estratégicas para o desenvolvimento do estado e apresentar propostas que pretende defender no Senado Federal.

“É uma honra estar aqui na ACA, que tem um trabalho histórico, gerando emprego e desenvolvimento para a nossa cidade e para o nosso estado. Um dos nossos lemas é que o melhor programa social é o emprego. Isso sim, traz dignidade para as famílias”, disse.

Ao lado dos candidatos a deputado estadual Delegado Péricles e a deputado federal Coronel Rosses, Capitão Alberto Neto conversou com empresários, dirigentes e representantes de entidades de classe sobre demandas do setor produtivo, além dos desafios e das oportunidades para o desenvolvimento do Amazonas.

Empreendedorismo como pauta no Senado

Alberto Neto criticou o atual cenário enfrentado por empresários e empreendedores no país, citando a alta carga tributária, o excesso de burocracia e as dificuldades para manter e ampliar os negócios. Na ocasião, destacou a resiliência do setor produtivo diante do que classificou como um sistema burocrático e um “manicômio tributário”.

“O ambiente é muito hostil, principalmente agora, nesse momento de transição. Se já não era simples, imagina agora com dois sistemas. Parece que o Estado, ao invés de ser a mão amiga para o empreendedor gerar mais emprego e desenvolver, é a mão opressora, que atrapalha o desenvolvimento”, explicou.

Ao abordar alternativas para reduzir a burocracia, o candidato defendeu a ampliação de procedimentos automatizados e a diminuição da dependência de autorizações prévias do poder público.

“Nós precisamos criar sistemas automatizados para depender o mínimo possível do Estado, inclusive no licenciamento. Porque, muitas vezes, são licenciamentos básicos, que você pode conceder, e depois fazer a fiscalização”, destacou.

Como compromisso para o Senado, Alberto Neto colocou a defesa de quem empreende no Amazonas e no Brasil entre as prioridades de sua atuação.

“Eu quero estar no Senado e olhar para o empreendedor como um verdadeiro guerreiro, que carrega esse país nas costas. Quero que vocês contem comigo para ser essa defesa de quem empreende no nosso país. O pequeno empreendedor é que gera emprego neste país, é o que faz a economia girar e ele precisa de condições para sobreviver.”

Reforma Tributária

Outro tema abordado no encontro foi a Reforma Tributária. Alberto Neto relembrou a atuação conjunta com a Associação Comercial do Amazonas durante a tramitação da proposta e destacou a participação da entidade na defesa dos benefícios da Zona Franca de Manaus para a indústria e o comércio.

“Na reforma tributária, a ACA teve um papel fundamental, porque, no primeiro texto, não estavam contemplados os benefícios da Zona Franca para quem comercializa internamente. A ACA viu o erro, chamou a bancada, e nós conseguimos reverter.”

Ao avaliar o resultado da reforma, o candidato afirmou que o texto atual protege o modelo Zona Franca de Manaus, mas ressaltou que ainda há espaço para aprimoramentos.

“A reforma tributária resolveu duas coisas, não resolveu tudo. Hoje nós temos uma reforma tributária que protege o nosso modelo, tanto o modelo industrial como o nosso comércio. Nós sempre temos espaço para aprimoramento.”

Escala 6×1

O debate sobre as condições para empreender também passou pelo fim da escala 6×1. Alberto Neto se manifestou favorável à redução da jornada de trabalho, mas defendeu que a mudança seja acompanhada de medidas capazes de diminuir os impactos sobre as empresas, especialmente com a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento.

“Eu sou favorável à redução da carga de trabalho. O mundo inteiro reduziu a carga de trabalho. Se a gente vive num mundo tecnológico, o normal é que as máquinas trabalhem por nós e que cada vez mais a gente tenha mais tempo para cuidar da nossa família. Mas o Estado precisa reduzir a carga tributária da folha. Você reduzindo a carga tributária da folha, você dá um benefício para que o empreendedor possa contratar mais uma pessoa.”

Logística e integração

Os gargalos logísticos do Amazonas também fizeram parte do debate. Alberto Neto afirmou que pretende usar a atuação no Senado e a articulação junto aos ministérios para buscar recursos destinados à construção de portos, à melhoria dos aeroportos e à integração dos municípios amazonenses.

“O nosso estado tem dimensões continentais. Nós temos uma característica que é nossa: nossas estradas são os rios. Se a distância é muito longa, a gente precisa ter aeroportos, porque a aviação faz esse transporte mais rápido. Se as nossas estradas são os rios, a gente precisa ter portos. Eu quero estar no Senado para trazer mais recursos para o Amazonas. O senador tem esse contato direto, com mais facilidade, dentro dos ministérios, para acessar projetos importantes, como construção de portos e melhoria dos aeroportos.”

Segurança nas fronteiras e nos rios

Na área da segurança pública, o candidato defendeu o reforço da proteção das fronteiras do Amazonas e alertou para a atuação do narcotráfico nos rios da região, com o uso de equipamentos cada vez mais modernos por grupos criminosos.

“O que nós precisamos é fechar a nossa fronteira. Nós fazemos fronteira com os maiores produtores de droga do mundo. Quando as coisas apertam, para onde eles fogem? Para o Amazonas, com fronteira aberta e sem investimentos em segurança. Nós vivemos uma guerra que, muitas vezes, a população não sabe, mas tem uma guerra nos nossos rios, onde os nossos inimigos narcoterroristas estão usando equipamentos mais modernos. Já usam visão noturna, equipamentos de alta potência, equipamentos de guerra, usam drones.”

Ao final do encontro, Alberto Neto reafirmou o compromisso de levar ao Senado as demandas apresentadas pelo setor produtivo amazonense, com foco na redução da burocracia e da carga tributária, na ampliação do acesso ao crédito e na melhoria do ambiente de negócios. O candidato também defendeu maior articulação política em Brasília para garantir investimentos em infraestrutura, logística e segurança e fortalecer a competitividade do Amazonas.