A mãe da principal suspeita pela morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da esposa dele, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, afirmou em depoimento à polícia que a família quitou uma dívida de R$ 40 mil contraída pela filha em apostas no chamado “Jogo do Tigrinho”.

Segundo Dona Neusa, os parentes precisaram fazer um empréstimo bancário para conseguir pagar o valor. Ela declarou acreditar que a filha tenha sido influenciada por outras pessoas e que não teria agido sozinha no crime.

“Eu acredito que a Paola foi usada. Tem pessoas por trás disso, pessoas perigosas, que se aproveitaram da fraqueza dela e do jogo”, afirmou a mãe durante o depoimento.

A mulher também disse que admite a possibilidade de participação da filha, mas questionou que ela teria capacidade de cometer o assassinato contra o casal de idosos sem ajuda.

“Eu acredito que ela possa ter participado, mas minha filha não teria condições de matar duas pessoas desse jeito. Tem outra pessoa envolvida. Talvez ela tenha facilitado a entrada. Eu só quero a verdade”, declarou.

O crime aconteceu no apartamento onde o casal morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Os corpos foram encontrados pelo filho das vítimas, após ele estranhar a ausência do pai no escritório de advocacia.

De acordo com as investigações, não havia sinais de arrombamento no imóvel. O desaparecimento de celulares, joias, relógios, dinheiro e uma bolsa de grife levantou a suspeita de latrocínio — roubo seguido de morte.

Câmeras de segurança registraram a suspeita dentro do apartamento entre 7h30 e 15h30. Nas imagens, ela aparece deixando o local com duas sacolas grandes, uma delas identificada pelo filho das vítimas como pertencente à mãe. A investigada ainda não foi localizada.