
Brasil – A divulgação de áudios que expõem a ligação entre o pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o banqueiro investigado Daniel Vorcaro, por fraudes bancárias superiores a R$ 50 bilhões, gerou uma reviravolta na política de Minas Gerais. A confusão abriu espaço para que novos nomes surgissem como possíveis candidatos à presidência, entre eles Cleitinho (Republicanos) e Aécio Neves (PSDB).
A situação fez com que o Republicanos, partido do senador Cleitinho Azevedo, líder nas pesquisas para o Palácio Tiradentes, começasse a ser cotado para uma candidatura ao Planalto. Segundo Euclydes Pettersen, deputado federal e presidente do partido em Minas Gerais, Cleitinho seria uma opção viável caso Flávio Bolsonaro desistisse da disputa, destacando sua capacidade de atrair eleitores de esquerda.
CAIU MAL NO PL
A possibilidade de Cleitinho ser candidato presidencial não foi bem recebida por lideranças do PL. Domingos Sávio, pré-candidato ao Senado pelo PL, afirmou que ele e o deputado federal Zé Vitor são os responsáveis pela legenda no estado. Ele criticou Pettersen por especular sobre a desistência de Flávio Bolsonaro, afirmando que não deveria envolver o PL nessas discussões.
O Republicanos e o PL mineiro haviam estabelecido uma aliança para a disputa ao Palácio Tiradentes, com a expectativa de que uma das principais vagas, como governador ou vice, fosse ocupada pelos bolsonaristas. Com a atual conjuntura política, o Republicanos considera que, se Cleitinho concorrer ao governo de Minas, ambos os nomes na chapa devem ser do partido, com Luiz Eduardo Falcão como possível vice.
Se Cleitinho decidir disputar a presidência, Falcão assumiria a candidatura ao governo estadual. O nome do vice ainda seria discutido.
SIMÕES AINDA TEM ESPERANÇA
O governador Mateus Simões (PSD) ainda espera que Cleitinho desista da candidatura, permitindo que o Republicanos e o PL apoiem sua reeleição. Simões compara a situação à eleição municipal de Belo Horizonte em 2024, quando Fuad Noman (PSD) começou com 8% das intenções de voto, mas cresceu durante a campanha. Atualmente, Simões tem 11% das intenções de voto.
No entanto, sua ligação com Romeu Zema (Novo), pré-candidato à presidência, complica a formação de uma aliança. Zema, que disputa o mesmo eleitorado, critica Flávio Bolsonaro por suas conexões com Vorcaro. Além disso, o PSD já tem Ronaldo Caiado como candidato ao Planalto, mas sem um palanque em Minas Gerais.
CANDIDATO TUCANO À PRESIDÊNCIA
Com a possibilidade de Flávio Bolsonaro não concorrer, Roberto Freire, ex-presidente do Cidadania, buscou formar uma alternativa com Aécio Neves (PSDB-MG). A proposta, apoiada por Alex Manente e Paulinho da Força, sugere uma candidatura mais central. Paulo Abi-Ackel, presidente do PSDB mineiro, afirmou que seria uma disputa pelo centro, entre a esquerda e a “ultradireita”, visando atrair votos de indecisos e críticos de Lula e do bolsonarismo.







