Em uma estratégia desesperada para frear um possível ataque dos Estados Unidos, o governo do Irã iniciou nesta terça-feira a formação de correntes humanas compostas por civis — incluindo mulheres e crianças — ao redor de sua infraestrutura estratégica.

A mobilização ocorre após o presidente Donald Trump dar um ultimato para a destruição de usinas e pontes caso o Estreito de Ormuz não seja liberado.

A TV estatal iraniana passou a transmitir imagens contínuas de grupos de jovens, artistas e atletas de mãos dadas circulando usinas elétricas e estruturas de fornecimento de água. Segundo autoridades locais, o objetivo é enviar uma mensagem de “unidade nacional”, mas a presença de crianças nas imagens foi interpretada por observadores internacionais como uma tentativa de dissuadir bombardeios americanos por meio do risco de uma catástrofe humanitária.

A convocação oficial partiu de Alireza Rahimi, do Conselho Supremo de Juventude, que classificou as usinas como “ativos que pertencem ao futuro do Irã”. O movimento é uma resposta direta à declaração de Trump na rede social Truth Social:

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá.”

A tática iraniana de utilizar civis para proteger alvos militares e de infraestrutura é duramente criticada por órgãos de direitos humanos. Ao mesmo tempo, o plano de Trump de atingir redes de energia e água potável é visto por analistas como uma potencial violação das Convenções de Genebra, que proíbem ataques diretos a infraestruturas essenciais para a sobrevivência da população civil.

Enquanto o “escudo humano” se organiza em solo, a diplomacia está paralisada. O Irã cortou comunicações diretas com Washington e o comando do país é incerto. Memorandos de inteligência indicam que o Líder Supremo, Mojtaba Khamenei, está internado inconsciente na cidade de Qom, deixando dúvidas sobre quem autorizou a exposição de civis em alvos militares.

O enviado do Irã na ONU declarou que o ultimato de Trump é uma “incitação ao terrorismo e prova de intenção de cometer crimes de guerra”. Em represália, Teerã ameaçou atingir usinas de dessalinização de países aliados dos EUA, o que cortaria o suprimento de água de cidades inteiras na região do Golfo.

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