
Quatro meses após a morte do menino Benício, a investigação ganhou um novo capítulo com a divulgação do relatório da Polícia Civil do Amazonas sobre o celular da médica Juliana Brasil.
Segundo o delegado Marcelo Martins, as mensagens indicam que, durante o atendimento na sala de emergência, a profissional alternava orientações médicas com conversas sobre venda de produtos de beleza — conduta que, segundo ele, pode configurar dolo eventual.
A linha do tempo mostra que, enquanto a criança apresentava quadro crítico, a médica chegou a negociar valores e enviar mensagens comerciais, antes de retomar o contato com colegas para procedimentos.
A investigação aponta que o estado de Benício se agravou após um erro grave de medicação, com aplicação de adrenalina em dose inadequada. Ele morreu no dia seguinte.
O caso segue em apuração, e a médica permanece sendo investigada em liberdade.







