A Polícia Civil de São Paulo indiciou o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, por feminicídio e fraude processual. A vítima, a policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi morta com um tiro na cabeça em fevereiro, no apartamento do casal, na região do Brás, centro da capital.

Na terça-feira (17), a Polícia Civil solicitou à Justiça a decretação da prisão do tenente-coronel, com aval do Ministério Público de São Paulo. A Corregedoria da Polícia Militar também pediu a prisão. Até o momento, o Poder Judiciário ainda não se manifestou sobre o pedido.
A decisão do indiciamento foi tomada após a análise de laudos da Polícia Técnico-Científica. Entre os principais indícios estão a trajetória da bala que atingiu a cabeça da vítima e a profundidade dos ferimentos, que levaram o delegado responsável a concluir que Gisele não se suicidou.

 

Os exames confirmaram que a policial não estava grávida e não havia sido dopada, embora manchas de sangue tenham sido encontradas em outros cômodos do apartamento. Laudos toxicológicos indicaram que Gisele não consumiu drogas ou álcool.

Novos exames complementares do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de Criminalística (IC) ainda estão sendo aguardados para esclarecer a dinâmica do disparo.

O corpo de Gisele foi exumado no dia 7 de março, após a família contestar a versão inicial de suicídio, e passou por tomografia e outros procedimentos necroscópicos. Peritos apontam que a vítima possivelmente desmaiou antes de ser baleada e não apresentou defesa no momento do ataque.

O tenente-coronel estava no local quando o crime ocorreu e acionou o socorro. Até a última atualização, a defesa dele não havia se pronunciado sobre o indiciamento e o pedido de prisão.