O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pautou para esta quinta-feira (26) a votação de 87 requerimentos, incluindo o pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente da República.

O requerimento, de autoria do relator Alfredo Gaspar, apura a atuação de Lulinha como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”. Antunes, preso em 2025, é apontado pela Polícia Federal como um dos principais operadores do esquema de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Segundo Gaspar, mensagens interceptadas indicam que Antunes teria identificado Lulinha como destinatário de um pagamento de R$ 300 mil à empresa de Roberta Luchsinger, considerada peça central do núcleo político da organização. Documentos também apontam repasses de R$ 1,5 milhão da Brasília Consultoria à RL Consultoria, sob justificativa de consultoria em projetos sem relação com a contratante, caracterizando transações sem lastro econômico real.

Além de Lulinha, estão na pauta a votação da quebra de sigilos de Danielle Miranda Fontelles, responsável por estruturas no exterior do esquema, e de Gustavo Marques Gaspar, sócio-administrador da GM Gestão, que concedeu procurações para diversos diretores ligados ao “Careca do INSS”.

Outro foco do colegiado é Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master, com requerimentos de convocação e quebra de sigilo. O nome de Lima é considerado sensível devido às supostas ligações políticas com integrantes do PT da Bahia, incluindo o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).
Além da votação dos requerimentos, a CPMI realiza nesta quinta-feira oitivas de pessoas-chave, como o deputado estadual Edson Araújo, o empresário Paulo Camisotti e o advogado Cecílio Galvão, como parte da investigação sobre o esquema bilionário que afetou aposentados e pensionistas do INSS.