Um cachorro identificado como Teodoro voltou a andar após participar de um estudo experimental com a proteína Polilaminina, substância desenvolvida no Brasil para estimular a regeneração nervosa. O caso ganhou repercussão nas redes sociais e chamou a atenção da comunidade científica.

Morador da Zona Oeste do Rio de Janeiro, o animal sofreu uma lesão severa na medula espinhal e perdeu os movimentos das patas traseiras. Ele integrou o grupo de seis cães selecionados para um teste clínico conduzido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Durante seis meses, Teodoro foi acompanhado pela equipe coordenada pela professora Tatiana Sampaio e recebeu aplicações da proteína diretamente na região afetada da coluna. Ao longo do tratamento, o cão recuperou a sensibilidade e voltou a caminhar.

O avanço observado no animal foi determinante para fortalecer a credibilidade do estudo e abrir caminho para a fase atual, que inclui testes em humanos. Até o momento, os resultados divulgados são considerados preliminares e envolveram apenas oito pacientes.

A Polilaminina é uma versão produzida em laboratório da laminina, proteína naturalmente presente no organismo humano, especialmente durante o desenvolvimento embrionário, quando exerce papel essencial na organização dos tecidos e no crescimento celular. Apesar do potencial, a substância ainda está em fase de pesquisa e distante de aprovação como medicamento.