
O Ministério da Agricultura e Pecuária anunciou a suspensão temporária da importação de cacau proveniente da Costa do Marfim, o maior produtor mundial desta amêndoa. A decisão, publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (24), entra em vigor imediatamente e abrange as amêndoas fermentadas e secas.
Risco fitossanitário como justificativa
A principal razão para a suspensão é a possibilidade de que cacau produzido em países vizinhos à Costa do Marfim seja misturado às cargas destinadas ao Brasil. Essas nações não possuem autorização para exportar cacau ao território brasileiro, o que eleva o risco de introdução de pragas e doenças.
“A medida fundamenta-se no risco fitossanitário decorrente do elevado fluxo de grãos de países vizinhos para o território marfinense, o que possibilita a mistura de amêndoas nas cargas destinadas ao Brasil”, explicou o despacho ministerial.
Investigação e exigências para retomada
O Ministério determinou que suas secretarias de Comércio e Relações Internacionais e de Defesa Agropecuária investiguem a ocorrência de “triangulação de amêndoas fermentadas e secas de cacau provenientes da República da Costa do Marfim, com possíveis implicações fitossanitárias”.
A suspensão permanecerá vigente até que a Costa do Marfim apresente um documento formal que garanta a ausência de risco de amêndoas de países vizinhos nas exportações para o Brasil.
Com informações da Agência Brasil







