O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, avaliou positivamente a nova tarifa global de exportações de 15% anunciada pelo governo dos Estados Unidos. Segundo ele, a medida, que se aplica a todos os países, representa um ganho de competitividade para o Brasil em comparação com o cenário anterior, onde as tarifas americanas eram específicas por nação e muitas vezes mais elevadas.

Competitividade e setores beneficiados

Alckmin ressaltou que, mesmo com a nova taxa, o Brasil se beneficia, pois em muitos casos as tarifas anteriores chegavam a 50%, enquanto concorrentes pagavam 10% ou 15%. “Agora, fica tudo muito igual e em alguns setores nós ficamos com zero”, afirmou, citando como exemplos a indústria aeronáutica, ônibus, suco de laranja e celulose.

Impacto na indústria aeronáutica e exportações

A isenção tarifária é vista como crucial para a indústria aeronáutica brasileira, que depende do mercado internacional para manter sua escala produtiva e competitividade. O vice-presidente lembrou que, apesar de um cenário de tarifas desafiador, o Brasil alcançou um recorde de exportações no ano passado, totalizando US$ 348,7 bilhões, impulsionado pela diversificação de mercados e acordos comerciais.

Acordos comerciais e agenda internacional

Alckmin mencionou os recentes avanços do Mercosul em negociações com Singapura e países da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta), além da importância da agenda internacional do presidente Lula para fortalecer parcerias estratégicas com países como Estados Unidos e Índia.

Exportação como motor de crescimento

Para o ministro, a ampliação de mercados é fundamental para a sobrevivência da indústria nacional. “As indústrias, se não exportarem, não sobrevivem. Exportação significa emprego e renda aqui dentro”, concluiu.

Contexto da decisão da Suprema Corte dos EUA

A nova tarifa global surge após uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que considerou ilegais tarifas impostas anteriormente pelo governo de Donald Trump com base em poderes de emergência. A Corte determinou que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso. Esse julgamento anulou parte do “tarifaço” do governo Trump, que havia estabelecido uma alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros em alguns casos.

Com informações da Agência Brasil