
Anvisa autoriza registro de novo tratamento para fenilcetonúria
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para pacientes com fenilcetonúria ao aprovar o registro do medicamento Sephience. A substância é destinada ao tratamento da doença, uma condição genética rara que afeta a capacidade do corpo de processar a fenilalanina, um aminoácido presente nas proteínas da alimentação.
O que é fenilcetonúria e seus riscos
A fenilcetonúria ocorre devido à deficiência de uma enzima hepática essencial para a conversão da fenilalanina em tirosina. Quando em níveis elevados no sangue, a fenilalanina pode ser neurotóxica, levando a graves déficits neurocognitivos e deficiência intelectual irreversível.
O controle dos níveis de fenilalanina deve ser iniciado nos primeiros meses de vida e mantido por toda a vida do paciente. A doença é detectada em cerca de 1 a cada 15 mil a 17 mil nascimentos no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde.
Como é feito o diagnóstico e o tratamento
O diagnóstico precoce da fenilcetonúria é realizado através do exame de triagem neonatal, oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país. O teste, que faz parte do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), detecta níveis elevados de fenilalanina no sangue dos bebês, idealmente coletado entre o terceiro e o quinto dia de vida.
Crianças com fenilcetonúria geralmente não apresentam sintomas ao nascer, mas sinais de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor podem se tornar evidentes a partir dos seis meses de idade. Sem tratamento iniciado no primeiro mês de vida, a condição pode evoluir para deficiência intelectual, distúrbios comportamentais e um odor característico na urina e no suor.
Sephience: novas perspectivas para pacientes
O novo medicamento Sephience, aprovado pela Anvisa para pacientes pediátricos e adultos, atua auxiliando na quebra do aminoácido fenilalanina. Espera-se que o tratamento amplie as opções dietéticas, melhore a qualidade de vida e o bem-estar dos indivíduos afetados pela fenilcetonúria.
É fundamental que as famílias estejam atentas aos rótulos de alimentos industrializados e medicamentos, verificando a presença e a quantidade de fenilalanina, especialmente em produtos que contenham o adoçante aspartame, cuja ingestão é proibida para esses pacientes.
Com informações da Agência Brasil







