
Milhares de pessoas participaram da folia do bloco Divinas Tretas neste domingo de carnaval (15), concentrado no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. O bloco é um dos 55 que animaram os cariocas em um dia ensolarado e quente.
O Divinas Tretas tem suas origens no bloco Toco-Xona, fundado em 2007 e renomeado em 2022. O coletivo se destaca por promover um carnaval inclusivo e seguro, especialmente para o público LGBTQIAAPN+.
Diversidade musical e acolhimento
A programação musical do bloco buscou abranger a pluralidade de ritmos brasileiros, com samba, axé, piseiro e pitadas de rock e pop. “São músicas que levantam a galera”, explicou a cantora e multi-instrumentista Karol Gomes. A produtora executiva Thaissa Zin acrescentou que tocam “músicas que o público gosta, de divas internacionais e divas brasileiras”.
A DJ Laís Conti, responsável por animar o público nos intervalos, descreveu sua seleção musical como “um set democrático e quente”, contribuindo para um ambiente receptivo e agradável. Foliãs relataram sentir-se à vontade e seguras no bloco.
“Este é um bloco em que eu consigo me sentir bem como mulher hétero ou como uma pessoa gay ou uma pessoa fora dos padrões. Um lugar em que eu consigo me sentir completamente à vontade para exercer minha liberdade carnavalesca”, testemunhou a enfermeira Letícia de Almeida Lopes, 26 anos. A vendedora Thaísa Galvão, 28 anos, e a analista de operações Jennifer de Oliveira, também de 28 anos, confirmaram a sensação de bem-estar e ausência de assédio.
Lembrança de Marielle Franco
O bloco Divinas Tretas aproveitou a concentração de foliões para lembrar do julgamento dos supostos envolvidos na morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Torres, que ocorrerá nos dias 24 e 25 de fevereiro no Supremo Tribunal Federal (STF). Laches com a agenda do julgamento foram distribuídos ao público.
O julgamento envolve o conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão; o ex-deputado federal Chiquinho Brazão; o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa; o major da PM Ronald Alves de Paula; e o ex-policial militar Robson Calixto. Todos estão presos preventivamente por suposta participação nos assassinatos ocorridos em março de 2018.
Com informações da Agência Brasil







