O Banco do Brasil (BB) divulgou que espera um ano de 2026 desafiador, apesar de projetar um crescimento no lucro líquido ajustado, que deve ficar entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões. Em 2025, o lucro líquido ajustado da instituição foi de R$ 20,685 bilhões, representando uma queda de 45,4% em relação ao ano anterior. Segundo o banco, novas regras contábeis e o aumento da inadimplência, especialmente no agronegócio, influenciaram esse resultado.

Estratégias para o próximo ano

Para 2026, uma das principais estratégias do BB será a consolidação da liderança no segmento de crédito consignado para o funcionalismo público e o aumento da participação no consignado para trabalhadores do setor privado. A presidente do banco destacou a expertise histórica da instituição na modalidade.

Aporte ao FGC

O conselho do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) aprovou um plano emergencial para recompor seu caixa, impactado pela liquidação do Banco Master. Em resposta, o Banco do Brasil anunciou um aporte antecipado de R$ 5 bilhões para recapitalizar o FGC. Essa medida, que representa a antecipação de cinco anos das contribuições anuais do BB ao fundo (cerca de R$ 1 bilhão por ano), visa garantir a liquidez do FGC diante dos riscos do sistema financeiro.

Contribuição extraordinária

Além do aporte antecipado, o Banco do Brasil realizará uma contribuição extraordinária de aproximadamente R$ 500 milhões por ano, elevando suas despesas financeiras. O vice-presidente de Gestão Financeira e de Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, ressaltou que essa antecipação terá apenas um efeito de caixa para o banco. A presidente do BB enfatizou a importância de um FGC sólido, mas alertou que o fundo não deve ser usado como argumento de venda de ativos e que o ocorrido em 2025 deve gerar aprendizados para ajustes na legislação e regulação do setor.

Com informações da Agência Brasil