A ANP liberou a Petrobras para retomar a perfuração exploratória na Bacia da Foz do Amazonas, após a paralisação preventiva no início de janeiro por problemas técnicos em uma das linhas de tubulação. Em relatório obtido pela Reuters, o órgão regulador informou que, após analisar as medidas corretivas apresentadas pela estatal, não existem impedimentos para que as operações sigam adiante. A retomada, porém, está condicionada à substituição completa das vedações das linhas de fluido e à reciclagem obrigatória de toda a equipe envolvida na perfuração.

No dia 4 de janeiro, durante operações no poço Morpho, a 175 km da costa do Amapá, a Petrobras detectou a perda de fluido de perfuração em duas linhas auxiliares que conectam o navio-sonda ao fundo do mar. O vazamento foi contido rapidamente. O Ibama reforçou que não houve derramamento de petróleo. O material liberado era um fluido à base de água com aditivos de baixa toxicidade, utilizado para resfriar a broca e manter a pressão adequada durante a perfuração.

Com a autorização da ANP, a Petrobras deve atender a todas as exigências de segurança antes de retomar a perfuração. A Foz do Amazonas é considerada uma área estratégica para a produção energética do Brasil, mas também apresenta alta sensibilidade ambiental, tornando a operação um desafio técnico e ambiental.