XP, BTG e Nubank se tornaram alvos de uma ação judicial relacionada ao caso Master, após investidores relatarem perdas relevantes e questionarem a transparência das informações sobre os produtos distribuídos pelas instituições. A Justiça determinou o processamento do caso e encaminhou o material ao Ministério Público, que agora analisa os fatos.

A decisão prevê a apuração de possíveis riscos aos consumidores e eventuais falhas de conduta, com base na análise de documentos, prospectos e relatórios divulgados ao mercado durante o período de captação de recursos pelo Master.

O caso amplia a pressão sobre o mercado financeiro, já marcado por críticas à forma de comunicação com investidores de varejo. Especialistas avaliam que episódios como esse reforçam a necessidade de maior clareza nas informações, já que a assimetria de conhecimento aumenta os riscos das operações para o público investidor.

Em notas separadas, XP, BTG e Nubank afirmam que cumpriram todas as normas regulatórias, dizem colaborar com as autoridades e sustentam que forneceram as informações exigidas pelos órgãos de controle.

Paralelamente, advogados de investidores articulam a ampliação da ação, com a inclusão de novos elementos que, segundo eles, indicariam falhas de diligência. O Ministério Público deve decidir nos próximos dias se abre uma investigação formal.