Durante a entrega de 1.337 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida, em Maceió (AL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (23) que percorrerá o país ao longo do ano e reforçou que não busca confronto físico com a oposição, mas disputa política baseada em resultados de governo.

— Vamos para a rua. Não queremos confrontação física. O que queremos é confrontação de realização — declarou, ao citar ações e programas da gestão federal.

Diante do público, Lula disse que intensificará viagens pelo Brasil e destacou a defesa da democracia e do processo eleitoral.

— Se preparem, porque este ano eu vou andar neste país. Vou percorrer cada rincão, junto com essa turma aqui. Vamos garantir que a democracia prevaleça e que vença a disputa eleitoral quem o povo brasileiro quiser — afirmou.

O presidente também voltou a defender o sistema eleitoral e as urnas eletrônicas, rebatendo críticas e alegações de fraude.

— Quando alguém diz que a urna eletrônica permite roubar, eu respondo sempre: se permitisse, o Lulinha não teria sido três vezes presidente da República. A elite brasileira já teria roubado isso há muito tempo — disse.

Lula ainda pediu que apoiadores combatam a desinformação, orientando que “controlem o celular” e não compartilhem notícias falsas.

O evento contou com a presença do governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB); do prefeito de Maceió, JHC; e dos ministros Guilherme Boulos (Secretaria-Geral), Alexandre Padilha (Saúde), Rui Costa (Casa Civil), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Renan Filho (Transportes) e Jader Filho (Cidades).

Mais cedo, o presidente participou da entrega de Unidades Odontológicas Móveis (UOMs) e ambulâncias do Samu ao estado, dentro do programa Agora Tem Especialistas.

Banco Master

No discurso, Lula também criticou o que chamou de tratamento desigual entre pobres e grandes agentes financeiros. Sem citar nomes, afirmou que um “cidadão” ligado ao Banco Master teria causado um prejuízo superior a R$ 40 bilhões e que o rombo acabará sendo coberto pelo sistema bancário.

— Não é possível continuar vendo o povo ser sacrificado enquanto um cidadão do banco Master deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. Quem vai pagar são os bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú. Um cidadão deu um desfalque de R$ 40 bilhões neste país e ainda tem gente que defende. Falta um pouco de vergonha na cara — afirmou.