
Gabriela Loran, que interpreta Viviane na novela “Três Graças”, falou abertamente sobre o processo de redesignação sexual durante participação no Mais Você, exibido nesta terça-feira (13). A atriz contou que realizou a cirurgia na Tailândia e revelou que o procedimento custou cerca de R$ 115 mil.
Segundo Loran, o reconhecimento de sua identidade veio ainda na infância, aos 7 anos, ao ver a modelo trans Roberta Close na televisão. “Quando a vi, eu estava na sala de casa com minha família, e pensei: ‘É possível. Eu sou isso. Eu sou igual a ela’. Aquilo me deu um conforto”, afirmou. Ela destacou que, mesmo tão nova, entendeu que o processo exigiria tempo e acolhimento. “Eu tive paciência, eu acolhi aquele sentimento muito nova.”
A atriz relatou que, apesar dos episódios de preconceito, sobretudo na infância, contou com o apoio dos familiares. “Assim como era uma coisa nova pra mim, era uma coisa nova pra eles. Então, o que mais tive foi paciência, porque eu também estava entendendo. Eu não digo que ‘transicionei, que virei outra coisa, que me transformei’. Eu digo que eu desabrochei.”
A decisão de realizar a cirurgia fora do Brasil surgiu após uma conversa com a ex-BBB Ariadna. “Eu queria fazer com o melhor, onde eu fiz é referência no mundo inteiro”, disse. Loran explicou que aguardou o momento certo para dar esse passo. “Eu esperei, tive o meu tempo. Quando eu juntei meu dinheiro, veio a novela Cara e Coragem e dei uma segurada.”
Além da terapia hormonal, ela optou pela vaginoplastia. A atriz permaneceu 27 dias na Tailândia e adquiriu um pacote que incluía todas as etapas do processo. “Paguei em torno de R$ 115 mil. Esse pacote inteiro contempla tudo: passagem aérea, estadia, o pós-operatório, me recuperando, com três enfermeiras comigo o tempo inteiro, aprendendo todos os processos”, detalhou.
Gabriela também explicou que o protocolo incluiu avaliações médicas e psicológicas. “A gente tem uma primeira consulta com o cirurgião, uma consulta com o psicólogo, com o psiquiatra, para validar mesmo todo esse processo e para se ter certeza de que você quer fazer.” Ela reforçou que a cirurgia não define a identidade de gênero. “Cirurgia não valida, ela não transforma uma pessoa trans como eu em mais mulher ou menos mulher. Até porque tem pessoas trans que não querem fazer e está tudo bem. Cirurgia nenhuma valida nada de ninguém.”







