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MUNDO – No último domingo (12), o governo do Reino Unido desistiu, pelo menos por enquanto, de implementar um certificado sanitário contra a covid-19, segundo o ministro da Saúde, Sajid Javid.

Em entrevista à emissora britânica “BBC”, o titular da pasta justificou a decisão por conta da alta taxa de imunização da população, que está acima de 80%. “Embora vamos manter essa opção na reserva, como algo em potencial, estou feliz em dizer que não vamos continuar com nosso projeto de certificado de vacinação”, acrescentou.

Desde o início desse mês, o governo de Boris Johnson reafirmava que iria implementar a medida a partir de outubro e, assim como ocorre na União Europeia, iria exigir o documento para locais de grande aglomeração ou baixa ventilação, como estádios e discotecas.

A medida foi bastante criticada pelo setor de serviços, que temia por mais impactos negativos em seus negócios. No entanto, apesar de a medida não estar mais nos planos gerais do governo britânico, a Escócia informou que irá fazer a exigência a partir de 1º de outubro em locais de diversão.

É esperado que o próprio Johnson anuncie as novas diretrizes de combate à pandemia de Covid-19 nessa nova fase, com a imunização em alta entre os britânicos.

Entre os principais pontos, antecipados por diversos veículos de imprensa, estará a previsão de terceira dose para todos – atualmente é apenas para alguns grupos prioritários -, a manutenção de algumas medidas de precaução (como máscaras em determinados locais e distanciamento), mas sem prever mais a implementação de lockdown generalizado em caso de novos surtos.

Outro ponto deve ser a liberação da vacinação de adolescentes de 12 a 15 anos, que foi rejeitada por um dos comitês que aconselha o governo britânico. A comissão recomendou apenas a imunização de quem têm alguns tipos de doenças crônicas, contrariando o que outras agências internacionais, como a europeia e a norte-americana, recomendaram.