North Korean leader Kim Jong Un gestures during a Central Committee of the Worker's Party meeting in Pyongyang, North Korea in this photo released on April 9, 2019 by North Korea's Korean Central News Agency. KCNA via REUTERS

A Coreia do Norte reagiu nessa 6ª feira (26.mar.2021) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de que seria preciso “dar uma resposta” ao país asiático se a tensão entre americanos e norte-coreanos aumentasse. Na 3ª feira (23.mar) o regime de Kim Jong-un testara mísseis de curto alcance em resposta a exercícios militares dos EUA na Coreia do Sul.

“As observações do presidente dos Estados Unidos são uma usurpação indisfarçável do direito de nosso Estado à autodefesa e uma provocação”, escreveu em nota divulgada pela agência de notícias estatal KCNA o supervisor do teste, Ri Pyong-chol.

“Não podemos deixar de construir uma força física invencível para defender de forma confiável a segurança de nosso Estado perante a atual situação em que a Coreia do Sul e os Estados Unidos estão constantemente fazendo ameaças militares à península norte-coreana, enquanto conduzem persistentemente exercícios de guerra”, afirma o documento.

Pyong-chol acusou os EUA de “ingerência”. O texto do supervisor do teste com mísseis afirma também que Biden demonstrou uma “hostilidade profunda”.

Biden declarou que o regime de Kim Jong-un violou resoluções da ONU (Organizações das Nações Unidas) ao realizar os testes.

“A postura belicosa da nova administração dos Estados Unidos indica qual caminho a ser seguido por nós e nos convence da justiça do trabalho a ser feito por nós mais uma vez”, declarou o norte-coreano.

“A nova administração dos Estados Unidos obviamente começou mal. Se os EUA continuarem a fazer tais comentários imprudentes sem pensar nas consequências, talvez tenham que lidar com algo que não será bom.”