Em nota sobre o julgamento de hoje no STF sobre Lula, os procuradores da Operação Lava Jato afirmam que “nada afasta a existência de um julgamento justo” do ex-presidente petista.

“Jamais se apresentaram supostas mensagens, ainda que ilegais e sem autenticidade aferida, apontando sua inocência ou então a prática de crimes pelas autoridades, a forja de provas ou a existência de um consórcio para persegui-lo ou puni-lo. Nada afasta a existência de um julgamento justo”, diz trecho da nota.

A força-tarefa da Lava Jato afirma ainda que os fatos e as provas que levaram à condenação de Lula “estão todos no processo e são sólidos”.

O texto lembra que o ex-juiz Sergio Moro, “por diversas vezes, negou pedidos do Ministério Público e deferiu pleitos da defesa, sempre de modo coerente com seu posicionamento jurídico em outros casos”.

Na nota, a Lava Jato também reforça que as decisões de Curitiba envolvendo Lula foram revisadas por duas instâncias independentes. “A segunda instância, o tribunal de apelação, promoveu um verdadeiro rejulgamento de todas as questões fáticas, probatórias e jurídicas do caso. Em todas as discussões, nada foi encontrado de sólido exceto a prática de crimes pelo condenado”.

Hoje, a partir das 14h, a Segunda Turma do STF julgará a decisão de Ricardo Lewandowski que deu a Lula acesso às mensagens roubadas por hackers dos procuradores. A intenção da defesa é usar o material para tentar provar suposta quebra de imparcialidade de Moro e anular as condenações do ex-presidente.

A suspeição do ex-juiz deve ser julgada ainda neste semestre também pela Segunda Turma.

A Segunda Turma do STF é composta por Gilmar Mendes, Kassio Nunes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

Fonte: Gazeta Brasil