Amazonas – Após a forte pressão do ministério da Saúde, o governo do Amazonas passou a recomendar o uso de hidroxicloroquina, da azitromicina e da ivermectina, medicamentos que não possuem eficácia comprovada no tratamento de pacientes com covid-19.

A prefeitura de Manaus e o governo do Estado do Amazonas recomendaram publicamente, pela primeira vez o uso destes medicamentos, cujo conjunto é chamado pelo governo Bolsonaro de “tratamento precoce”.

A secretária municipal de Saúde da prefeitura de Manaus, Shádia Fraxe, afirmou em nota: “a importância do tratamento precoce para evitar que o quadro clínico se agrave”. “Se, clinicamente, o paciente apresentar sintomas que sugiram covid-19, já recebe tratamento e seu quadro de saúde será monitorado por pessoal capacitado para isso”.

O Ministério da Saúde pressionou a prefeitura de Manaus, que tem batido recordes de internações e mortes por coronavírus, a usar cloroquina e ivermectina entre outros medicamentos sem eficácia comprovada.

A alternativa de não utilizar estes medicamentos, de acordo com informações do Painel, da Folha, foi tratada como “inadmissível” em documento enviado para a secretaria municipal de Saúde de Manaus.

“Aproveitamos a oportunidade para ressaltar a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde, tornando, dessa forma, inadmissível, diante da gravidade da situação de saúde em Manaus a não adoção da referida orientação”, diz o texto.

Fonte: Estadão

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