Eleições: muito criticado na internet, Coronel Menezes usa imagem de Bolsonaro para conseguir votos

Fora a impopularidade de Menezes, o vice do ex-superintendente da Suframa é acusado de ter passado a mão nas partes íntimas de uma mulher em uma casa noturna de Manaus
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on twitter

Eleições – Faltando poucas semanas para o primeiro turno do pleito deste ano, os candidatos ao cargo de prefeito de Manaus, começaram a usar seus “trunfos” rumo ao topo do poder executivo da capital do Estado do Amazonas.

O Coronel reformado e agora candidato a prefeito de Manaus Alfredo Menezes (Patriotas), vem sofrendo severos ataques feitos por eleitores por apresentar poucas ou nenhuma proposta para administração de Manaus.

A pouca produtividade de Menezes já era esperado no meio politico, isso porque o coronel reformado não realizou uma boa gestão enquanto responsável superintendência da Zona Fraca de Manaus (Suframa), sendo exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro ainda este ano.

Alfredo Menezes saiu da Suframa por suspeita de irregularidades durante sua gestão. Em meio à polêmicas, o deputado federal Marcelo Ramos (PL), cobrou dos órgãos fiscalizadores que investigassem o caso, em defesa da ZFM.

O fato é, que Menezes se apropria de uma suposta vantagem em torno do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O presidente, é compadre de Menezes, e, tão somente por isso, é considerado seu “amuleto da sorte”, fazendo Menezes acreditar em um apoio incondicional do chefe do Executivo. No entanto, se isso fosse verdade, Menezes não teria sequer sido demitido do cargo da Suframa.

Outro ponto negativo na corrida eleitoral de Menezes, é o seu vice. O Delegado da Polícia Civil Costa e Silva, não é um nome considerado forte pelos grupos políticos, nunca atuou na esfera política e, é envolvido em casos de violência e importunação sexual.  

Vice de Coronel Menezes é acusado de importunação sexual

O caso ocorreu em 12 de setembro 2017, onde cinco delegados foram investigados por agredirem e intimidarem um casal que estava no Moai, casa de Show localizada no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

De acordo com o relato da vítima, ela estava comemorando o aniversário na casa noturna, quando um dos delegados passou a mão nas partes íntimas dela, sem seu consentimento. Diante da situação, o esposo da vítima reagiu, foi quando o delegado sacou a arma e apontou para o casal juntamente com os outros delegados que estavam Costa de Silva.

Na época, os seguranças da casa noturna retiraram o casal e os delegados do local. No lado de fora do estabelecimento, um dos delegados apertou o pescoço da vítima e fez inúmeras ameaças, dizendo que iriam ‘armar casinha’ para os dois e na ocasião ainda fotografaram o carro das vítimas.

O caso só veio à tona após publicação da vítima nas redes sociais, pois a cúpula da Polícia Civil para manter a ‘boa imagem da instituição’ abafou o máximo que pode o caso. Um inquérito foi instaurado para investigar o caso, mas ocorria em segredo. O Ministério Público entrou no caso juntamente com a Secretária de Segurança Pública (SSP-AM).

Costa e Silva declara mais de meio milhão em bens

O vice na chapa de Coronel Menezes ruma à prefeitura de Manaus este ano declarou ao TRE-AM (Tribunal Regional Eleitoral), o valor de R$510 mil em bens (mais de meio milhão recebendo apenas como delegado)

Levando uma vida luxuosa, Costa e Silva ainda possui uma Mercedes, um lancha e um apartamento em um das zonas mais nobre de Manaus, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste da cidade.

Pai envolvido em esquema de corrupção

Em 2006, o MPF (Ministério Público Federal) uma lista completa dos indiciados no caso das sanguessugas, dentre eles está o pai de Costa e Silva.

O escândalo dos sanguessugas, também conhecido como máfia das ambulâncias, foi um escândalo de corrupção que estourou em 2006 devido à descoberta de uma quadrilha que tinha como objetivo desviar dinheiro público destinado à compra de ambulâncias. 

Entre os 81 nomes, 11 são ex-parlamentares. eles foram denunciados por corrupção ativa, fraude em licitação e formação de quadrilha no esquema que fraudava a compra de ambulâncias com dinheiro da União. Entre os nomes está o ex-senador Carlos Bezerra, do PMDB, e outros dez ex- deputados, assessores parlamentares e funcionários de empresas envolvidas nas fraudes.

O caso foi abafado pela Polícia Civil, mais uma vez.

Da redação, Portal Baré

Relacionado Posts