Paulo Guedes: Vamos aterrissar o auxílio emergencial no Renda Cidadã

Ministro frisou hoje que o governo vai respeitar o teto de gastos, não vai criar impostos e advertiu que Brasil precisa criar "empregos em massa"
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Brasil – O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta segunda-feira (28) que o governo federal trabalha com o Congresso para criar o Renda Cidadã, substituto do Bolsa Família, e torná-lo uma alternativa ao auxílio emergencial, que atendeu cerca de 40 milhões de “invisíveis” durante a pandemia do novo coronavírus.

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro e de outros líderes do Senado, o ministro disse hoje que a pandemia proporcionou duas “descobertas gravíssimas” para a administração federal. Uma delas é a necessidade do aumento do repasse de renda para os brasileiros.

“O Renda Cidadã, que já estava no programa de governo do presidente Bolsonaro, agora encontra um momento perfeito do ponto de vista de timing político. […] Agora, temos que aterrissar o auxílio emergencial nessa renda básica a partir de 1º de janeiro”, diagnosticou.

A Pnad covid, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na última sexta-feira (25), indicou que 13 milhões de brasileiros estão oficialmente desempregados.

Respeito ao teto e sem imposto novo

Rodeado de políticos, o ministro foi categórico ao afirmar que o governo não vai criar novos tributos e que também vai respeitar o teto de gastos, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Dois problemas muito sérios estão sendo endereçados. Primeiro, vamos respeitar o teto e a respeitabilidade fiscal. O Brasil é um país sério e se comporta dentro da responsabilidade fiscal e orçamentos públicos”, disse.

Em seguida, emendou: “Por outro lado, também foi dito com propriedade que não vamos aumentar impostos. Estamos substituindo”.

“Invisíveis”

Guedes voltou ao falar sobre o grupo de brasileiros que trabalham na informalidade e precisaram do auxílio emergencial para não passarem necessidade, chamados de “invisíveis” pelo ministro.

“Descobrimos outro problema: os invisíveis, que são 40 milhões de brasileiros. Vamos ter que pensar em carteira verde e amarela, em desoneração de folha… Esse pessoal volta ao mercado de trabalho informal, como estão hoje. Gostaríamos que fossem absorvidos pelas empresas ali na frente, barateando o custo de trabalho”, afirmou. 

Para completar, Guedes advertiu que o Brasil precisa criar empregos em grandes quantidades porque possui desocupados também em larga escala. “O Brasil precisa criar emprego em massa porque tem um desemprego em massa”, finalizou. 

Fonte: R7

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