Deputados tentam politizar CPI da Saúde para ‘blindar’ Amazonino e atacar David Almeida

Os deputados Wilker Barreto e Dermilson Chagas tentam politizar CPI da Saúde para 'blindar' o candidato Amazonino Mendes e atacar seu rival, David Almeida
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Amazonas – Em ano eleitoral vale de tudo para conseguir chegar ao poder, até mesmo conseguir manipular uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para atacar “inimigos” de determinado grupo político. Essa é uma realidade que nas últimas semanas ganhou bastante notoriedade na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), envolvendo a comissão que investiga supostas irregularidades na pasta da saúde do Estado.

Dentre os deputados que compõem a CPI da saúde, estão Dermilson Chagas e Wilker Barreto dois nomes que são “velhos conhecidos” do ex-governador do Estado e atualmente candidato ao cargo de prefeito de Manaus, Amazonino Mendes. Todos os citados são filiados ao PODEMOS.

Quando esteve no comando do poder executivo do Amazonas, no chamado “governo tampão” em 2017/2018, Amazonino tinha o deputado Dermilson Chagas como seu líder na ALE-AM), a atualmente tem Wilker Barreto como seu vice na chapa rumo à prefeitura de Manaus no pleito deste ano.

Em total “sincronia” política com o cacique, os deputados fazem de tudo para “blindar” Amazonino na CPI, de um inquérito que investiga supostos desvios nos cofres públicos do Amazonas, no valor de R$500 Milhões. Aproveitando o momento eleitoral, tanto Wilker quanto Dermilson fizeram questão de dar foco em investigações de candidatos que irão concorrer à prefeitura de Manaus junto com Amazonino, especialmente no ex-governador David Almeida (Avante) e no atual governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC).

Após ter seu nome citado na CPI, David Almeida apresentou imediatamente na ALE-AM, um requerimento pedindo à CPI da Saúde, que fosse convidado para prestar depoimento sobre a pauta em investigação. David ainda desafiou Amazonino Mendes a fazer o mesmo, porém o cacique não atendeu. Já Wilson Lima disse em entrevista coletiva, que irá colaborar com o que for necessário.

Atual vice de Amazonino citado na CPI dos Combustíveis

Para quem não sabe, ou tem dúvidas sobre o assunto, a prática de cartel é tida como a conduta anticompetitiva mais imoral e prejudicial ao mercado, tendo como consequências o aumento abuso dos preços dos combustíveis, como de gasolina, por exemplo, e o afastamento de competidores do mercado, além do enriquecimento ilícito de empresas cartelizadas, tudo isso “lesando e extorquindo”, por debaixo dos panos, o consumidor.

Na época, as assinaturas do pedido de CPI na Aleam foram feitas pelos deputados Felipe Souza, João Luiz, Serafim Corrêa, Dermilson Chagas, Roberto Cidade, deputada Joana Darc, Alessandra Campelo, Dra. Mayara Pinheiro, além do autor da proposta, o deputado Álvaro Campelo.

O mais interessante disso tudo é que o deputado Wilker Barreto, também assinou o pedido para a criação da CPI dos Combustíveis, para investigar os preços abusivos que estavam sendo cobrados pelos donos de “postos de gasolina” da cidade.

Porém, o que muitos não sabem é que o irmão de Wilker Barreto, chamado Wilame Barreto, é supostamente o proprietário de um posto de gasolina localizado na Avenida Efigênio Salles, no bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus. No entanto, informações dos bastidores da política, dão conta que o irmão do deputado teria um sócio que o ajuda no esquema.

Ex-líder de governo de Amazonino é condenado pelo TCU por troca de votos

O deputado estadual Dermilson Chagas (PP) foi multado em R$ 10 mil pelo Tribunal de Contas da União (TCU), devido a irregularidades na concessão do seguro-defeso quando era titular da Superintendência Regional de Trabalho e Empresa no Amazonas (SRTE). Segundo a denúncia, nos anos de 2013 e 2014, havia um suposto esquema de troca de votos pelas carteiras de pescador profissional. 

De acordo com o TCU, associações de pescadores e sindicatos eram pressionados a pedir votos para Dermilson, para que não sofressem represálias com a exclusão no seguro-defeso. Ainda segundo o Tribunal, uma auditoria foi realizada no sistema de supervisionamento do seguro-defeso e se verificou que não foram realizadas de forma adequadamente pela gestão de Chagas. 

Da redação Portal Baré

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