‘Tremeu foi tudo’: terremoto histórico na Bahia abalou casas e apavorou pessoas

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Tremores de terra foram sentidos na Bahia e deixou a população apavorada. O abalo ocorreu às 14h33 , deste domingo (31), quando o Centro Integrado de Comunicação da Polícia Militar do estado, no Recôncavo, mantinha aberta a ocorrência com a identificação “sinistro”, ou seja, à espera de informações sobre danos patrimoniais em cidades atingidas por um dos maiores tremores já sentidos no estado.

De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos, às 07:44:31, foi registrado um tremor de 4.6 na escala Richter, a 6 km a sul para sudoeste de Mutuípe e com 10 km de profundidade. “O nosso laboratório e a Universidade de São Paulo (USP) recalcularam o número e o resultado deu muito parecido; foi um pouco menor: 4.2”, afirma Áderson Nascimento, coordenador do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O Centro de Sismologia da USP registrou ao todo sete tremores na região de Amargosa até a noite do domingo. O maior, de magnitude 4.2. Autoridades não reportaram vítimas do terremoto. “O maior problema não é saber a magnitude e, sim, o efeito sentido pelas pessoas”, ressalta o pesquisador da UFRN. O tremor sentido, principalmente em cidades como São Miguel das Matas, Varzedo, Castro Alves, Cruz das Almas, Valença e Camamu levou moradores a buscarem lugares abertos e grupos do WhatsApp , na tentativa de compreender o que acontecia. Houve relatos do tremor também em Salvador e região Metropolitana; em Feira de Santana, Euclides da Cunha e Itabuna, destinos distantes entre 100 e 400 km de Amargosa e Mutuípe.

Em Feira de Santana, o estudante de engenharia Valdivam Figueiredo, 26, trabalhava em seu notebook quando ouviu um barulho vindo da cozinha. “Os pratos caíram e eu achei que foi impressão minha porque por volta das 3h da  manhã não havia ninguém falando sobre isso ainda”, revelou. 

O governo do estado atestou que o abalo sísmico foi o maior ja´ registrado a Bahia, tanto pela magnitude de 4.6, como em extensão, cerca de 400 km² de raio, atingindo do Recôncavo até Vitória da Conquista (sudoeste), Itabuna (sul) e em Itaberaba (na Chapada Diamantina). “A Defesa Civil do Estado entrou em contato com as prefeituras e coordenadorias das defesas civis dos municípios afetados, solicitando que encaminhassem te´cnicos e engenheiros  para vistoriar os imo´veis com risco de desabamento”, informou. 

Em Salvador, a Codesal registrou relatos nos bairros de Daniel Lisboa, Ondina, Itapuã, Caixa D’água, Canabrava, Ribeira, Barris, Nazaré, Trobogy,  Perrnambués, Mata Escura, Cabula, Cabula VI, Dom Avelar, Engenho Velho da Federação, Garcia, Brotas, Inbuí e Arenoso.

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