Com Witzel fora do poder, Bolsonaro ‘se dá’ bem no Rio de Janeiro

Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on twitter

Depois que Wilson Witzel foi afastado da administração do estado do Rio de Janeiro pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o presidente Jair Bolsonaro tem chances de se beneficiar no Rio de Janeiro, onde seus dois dos seus filhos têm representação legislativa –– Flávio, no Senado, e Carlos, na Câmara dos Vereadores da cidade do Rio, ambos pelo Republicanos.

Bolsonaro recebeu então, a incumbência de dar o suporte político à Cláudio Castro – governador em exercício, que também é investigado no processo que afastou Witzel do governo. Até a próxima sexta-feira, 4 de setembro, o presidente Bolsonaro terá que decidir se o Tesouro Nacional estenderá o programa de recuperação fiscal que garantirá a sobrevivência do Rio de Janeiro. O estado precisará do suporte financeiro da União ou entrará em processo de falência.

O Rio de Janeiro acumula uma dívida consolidada de R$ 167,4 bilhões, representando quase três vezes a receita líquida anual do estado. Com o regime de recuperação fiscal, o estado conseguiu a suspensão do pagamento de juros dos débitos, mas, ainda assim, não conseguiu se reequilibrar financeiramente. Com o novo cenário, e Witzel fora dos acordos e com grande chance de sofrer um processo de impeachment, a União talvez conceda mais três anos de alívio dos juros. E isso faz Bolsonaro, ser o salvador do estado.

Cláudio Castro, o governador em exercício, já mexe as peças para se aproximar dos Bolsonaros. Político de pouca expressão, precisa reconstruir as pontes com o Planalto, e antes mesmo da queda de Witzel, ele já estava em Brasilia tentando se aproximar e formar alianças. Ele sabe do tamanho da influência da família Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), por onde passa a sua permanência no cargo.

Diante da queda de Witzel, a família Bolsonaro se beneficia no estado. Pelo roteiro que já vem sendo traçado, o governador em exercício trocará de partido, saindo do PSC do Pastor Everaldo, que está preso, e pousando no Republicanos. Consolidado esse momento, a legenda que abriga Flávio e Carlos Bolsonaro terá o governo do Rio e a prefeitura da capital caso Marcelo Crivella seja reeleito para a prefeitura da capital. Além disso, o clã terá o bônus de manter, finalmente, uma relação de paz com o ocupante do Palácio Guanabara. Depois, no fim do ano, terá influência na indicação do novo procurador-geral de Justiça do estado, chefe do Ministério Público.

Como no MP-RJ está a investigação que apura o esquema das rachadinhas do gabinete de Flávio Bolsonaro, quando era deputado estadual, é importante para o clã acompanhar com lupa a sucessão na procuradoria –– que ainda apura a suposta contratação de funcionários fantasmas no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro.

Relacionado Posts