Bombeiros ainda tentam apagar chamas no Porto Chibatão após 24 horas

Apesar de controladas, chamas aumentam a cada nova movimentação no material incendiado
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Manaus – O incêndio provocado por um raio na tarde desta terça-feira (18) em contêineres no Porto Chibatão, localizado no bairro Colônia Oliveira Machado, zona Sul de Manaus, continua dando muito trabalho para os integrantes do Corpo de Bombeiros (CBMAM), que lutam incessantemente no contra as chamas no local. Conforme o Centro de Operações Bombeiro Militar (Cobom), o acionamento foi registrado às 16h25 de terça.

A dificuldade em extinguir definitivamente as chamas se encontram na grande quantidade de material inflamável no local. À frente dos 16 contêineres, que foram rapidamente tomados pelo fogo, havia 11 tanques com armazenamento de produtos químicos perigosos, que ofereceram grande risco de explosão durante às primeiras 14 horas de combate, quando as chamas estavam intensas na área confinada. Ao menos 35 contêineres estavam dispostos na área mais quente.

Apesar do rescaldo que vem sendo realizado pelas equipes manter as chamas sob controle, novos aumentos nas chamas são registrados a cada movimentação dos materiais. Isso ocorre devido a reoxigenação do material, que, em contato com o ar, acaba provocando uma nova ignição no fogo, que logo é controlado novamente.

Durante a ação, foram empregadas 15 viaturas para o combate e apoio logístico, sendo uma unidade de resgate (UR), quatro do tipo auto bomba tanque (ABTs), três do tipo auto tanque apoio (ATA), uma auto bomba plataforma (ABP) e seis apoios rápidos. Ao menos 30 bombeiros estiveram atuando no incêndio.

O comandante de Bombeiros da Capital e instrutor de Operações de Incêndio e Flashover, tenente-coronel BM Alexandre Freitas, explica que foi necessário realizar o resfriamento da área e atacar o fogo em segunda prioridade, evitando uma explosão.

“Priorizamos o resfriamento dos tanques de material químico/inflamável e fizemos o combate com outras linhas na área do fogo. Dessa forma, evitamos que o incêndio atingisse esses tanques, o que poderia causar uma ocorrência de proporções inestimáveis. Nosso trabalho ontem foi fazer a proteção dessa área de tanques e realizar o combate ao fogo em segunda prioridade. A ideia era evitar o ‘bleve’ (explosão do vapor de expansão de um líquido sob pressão) por conta do líquido que estava contido no tanque. Durante a madrugada fizemos o revezamento de bombeiros militares. No combate foram utilizados pó químico, LGE (Líquido Gerador de Espuma) e água”, explicou o oficial superior.

Às 22h de ontem (18/08), o risco de explosão no local já havia reduzido, mas o incêndio continuava confinado aos contêineres já queimados. Uma das ações era evitar a propagação do fogo para outros contêineres. Já haviam sido gastos 200 mil litros de água.

Hoje pela manhã (19/08), após uma madrugada intensa de combate, foi iniciada a fase de rescaldo, na qual se mantém o resfriamento da área queimada juntamente com a retirada de material, com o intuito de extinguir totalmente os focos de incêndio. Os bombeiros militares já utilizaram mais de 400 mil de água e 1.500 litros de LGE, além de 2,4 toneladas de pó químico.

Com informações de Portal Tucumã

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