Guedes diz a americanos que Amazônia é assunto do Brasil

Nas últimas semanas, o Brasil tem sido alvo de críticas dentro do mercado financeiro em relação as suas políticas de preservação ambiental
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Brasil – O ministro da Economia, Paulo Guedes, respondeu à críticas de investidores estrangeiros sobre a política de preservação ambiental brasileira. “Entendemos a preocupação de vocês: vocês querem nos poupar de destruirmos nossas florestas como vocês destruíram as de vocês. Nós não tivemos guerras, extinção e exterminações como outros países”, disse.

Ele participou, nesta quinta-feira (6), do evento virtual Aspen Security Forum, promovido pelo centro de estudos norte-americano Aspen Institute. Segundo o ministro, a Amazônia é um “assunto nacional”. “Não misturem o que os militares falam sobre soberania. Eles estão dizendo: agradecemos a preocupação, mas essa é nossa terra. Seguimos o Acordo de Paris e não precisamos desmatar a Amazônia para expandir nosso agronegócio”, observou. 

Nas últimas semanas, o Brasil tem sido alvo de críticas dentro do mercado financeiro em relação as suas políticas de preservação ambiental. Alguns investidores, inclusive, ameaçaram não aplicar mais recursos no país. 

Comércio internacional 

Guedes ainda afirmou que, por não integrar a cadeia de comércio global, o Brasil sairá da crise antes de outros países, como Estados Unidos. “Por diversas razões: primeiro, todos os cálculos consideravam que 30% do impacto viria por choque econômico externo, e isso é errado. Nossa exportação está no mesmo nível que no ano passado, o choque externo não veio porque não fazíamos parte da cadeia global. Não recebemos esse choque”, ressaltou. 

Para o ministro, após os 30 anos dos norte-americanos “dançando” com a China, agora é a vez do Brasil fortalecer suas relações comerciais com os asiáticos. “Os Estados Unidos estão se expandindo em excesso pelos últimos 20 a 30 anos, financiado pelos chineses. Nós admiramos isso e gostaríamos de integrar nossa economia exatamente nessa linha. Se vocês tiveram licença para trocar comercialmente com eles por anos, deixem a gente fazer isso por três ou quatro anos, pelo menos”, argumentou. 

No entanto, ele reforçou que o Brasil não se beneficiou das tensões entre as duas superpotências. “Isso não é verdade. Estamos da mesma forma que estávamos um ano atrás, mas os clientes mudaram. Então, claro que geopoliticamente sabemos quem somos e sabemos que democracias e mercados são do que o mundo ocidental é feito”, completou.

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