A vacina chinesa chamada de CoronaVac, indicada para a covid-19, deve começar a ser testada em voluntários brasileiros, nesta segunda-feira (20), em São Paulo.

O produto chegou do laboratório chinês Sinovac Biotech, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, depois de 11 horas de viagem, e segue ainda hoje para o Instituto Butantan, onde os testes devem durar cerca de três meses.

De acordo com o governo de São Paulo, nesta terceira fase de testes somente profissionais da saúde que estejam atuando na linha de frente da pandemia poderão participar do estudo. No total, são 9 mil voluntários de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal que receberão a vacina contra o novo coronavírus. 

No dia 3 de julho, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) liberou a vacina para os testes, e, logo depois, a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) também aprovou a testagem da vacina chinesa. As inscrições para receber a vacina durante o período de testes começaram no dia 13 de julho.

Para participar da pesquisa foram exigidos alguns requisitos como por exemplo, não ter sido contaminado pela doença anteriormente, não estar grávida e sem planejamento para engravidar nos próximos três meses, e morar perto de um dos 12 centros de pesquisas a frente do projeto.

Para uma avaliação definitiva de eficácia, a vacina precisa criar anticorpos contra a covid-19. O produto da Sinovac têm uma versão do vírus inativado, ou seja não há a presença do novo coronavírus vivo na solução, o que gera os anticorpos necessários, mas com redução dos riscos.

Se a eficácia da vacina ficar comprovada, esta poderá ser distribuída a partir de junho de 2021 no Sistema Único de Saúde (SUS). 

A parceria entre o Instituto Butantan e o laboratório chinês foi anunciada no dia 11 de junho e prevê a produção de 100 milhões de doses da vacina em São Paulo. Dessas, 60 milhões ficarão no Brasil e 40 milhões serão enviadas para a China.